*** ENTREVISTAS ***


O SENTIMENTO DE GRUPO PREVALECE


Disco duplo de platina pelo DVD RoupaAcústico. Dois Prêmios Tim, de melhor álbum e melhor grupo, na categoria popular. Nada mal para comemorar os 25 anos de carreira do conjunto Roupa Nova.

Disco duplo de platina pelo DVD RoupaAcústico. Dois Prêmios Tim, de melhor álbum e melhor grupo, na categoria popular. Nada mal para comemorar os 25 anos de carreira do conjunto Roupa Nova, que desde o início mantém os mesmos seis integrantes: Cleberson Horsth (teclado e vocal), Ricardo Fughali (teclado e vocal), Nando (baixo e vocal), Kiko (guitarra e vocal), Paulinho (percussão e vocal) e Serginho (bateria e vocal).

Nem tudo, porém, é um mar de rosas nesse casamento. Paulinho revela que o grupo também tem lá suas rusgas. A diferença é que o sentido de união sempre acaba prevalecendo. Nesta entrevista, um aperitivo para o show de hoje, às 21 horas, no Ginásio do Sesc, Paulinho fala da origem do nome Roupa Nova, do sucesso atual e dos planos futuros.

A TRIBUNA - Muita gente pensa que o nome Roupa Nova foi inspirado na canção de Milton Nascimento. Isso é verdade?

Paulinho — Nós gravamos essa música no nosso primeiro disco. Mas o nome veio antes. Nosso produtor sugeriu que mudássemos o nome do grupo, que era Famks. Estava, então, no ar, a idéia de nova roupagem. O Roupa Nova veio daí. A princípio achamos um pouco estranho, mas com o tempo acostumamos.

Os primeiros dois discos tendiam para um tipo de sonoridade, na linha de A Cor do Som e 14 Bis. Depois tornou-se mais pop. O que influenciou essa guinada?

Houve uma evolução natural. Numa banda onde todos escrevem e compõem, é natural uma diversidade de visões e opiniões, em constante mutação. No início, a gente fazia mais rock. Não eliminamos as guitarras, só tornamos aquilo mais light.

Como surgiu a idéia para o DVD e o CD Acústico?



Era uma idéia antiga, que vem desde a época do VHS. Queríamos lançar um registro do Roupa Nova ao vivo, mas não simplesmente em videoclipes. Só que isso nunca aconteceu. Então, entramos na era do DVD, e decidimos que seria agora, enquanto não surge outra coisa que substitua o DVD (risos). O show foi registrado nos dias 23 e 24 de abril de 2004 e o lançamento aconteceu em setembro do mesmo ano. Foi um trabalho muito bem recebido, o primeiro do nosso selo, a Roupa Nova Music. Pelo CD, já recebemos disco duplo de platina.

E o prêmio Tim...

Ganhamos como melhor grupo e melhor álbum de canção popular. Um prêmio sempre cai muito bem, e esse tem credibilidade, é dado por jurados do ramo, que examimam as músicas, os discos, os CDs, enfim, é bastante sério. Um prêmio desse porte é melhor ainda.

Nos últimos anos, vocês mudaram algumas vezes de gravadora. O que motivou essas mudanças?

Às vezes tínhamos o desejo de executar certas coisas e não conseguíamos. Quando saímos da BMG, depois de 12 anos, estávamos meio desgastados. Fomos, então, para a Continental, ficamos lá meio que sem pai nem mãe, até voltarmos para a Universal.

Antes do Acústico, vocês ficaram três anos sem gravar...

Mas estávamos na ativa, fazendo shows. Ficamos afastados da mídia.



Quais os planos para o futuro? Há algo em vista?

Nossa intenção é gravar um DVD promocional em espanhol, a fim de abrir o mercado mexicano. Faremos isso na nossa temporada no Olympia. Também vamos a Portugal, onde o DVD está em 1º lugar nas paradas e o CD, em segundo. Depois, excursionaremos pelo Japão e Estados Unidos.

No Roupa Nova, todos se sobrassaem igualmente. Seria esse o segredo da longevidade do grupo?

Sim. Acho que por ser uma banda que não tem líderes, chegamos agora aos 25 anos. Claro que entre seis pessoas, com maneiras de pensar diferentes, problemas são inevitáveis. Mas geralmente eles acontecem na hora da criação. No fim, o sentimento de grupo acaba prevalecendo.



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